Posts Tagged ‘Kebab’

nz, i love you but ur bringing me down

fevereiro 27, 2010

Eu sempre fui amarga, mas amargo é bom. Café e cigarro sao amargos e eles colorem minha vida. Mas ultimamente eu azedei, tipo leite podre. E no apice do meu mau humor, eu vou escrever este texto. (e nao me enche o saco sobre falta de acentos pq eu to escrevendo num laptop gringo)

Wellington, a capital neozelandesa onde eu passei meus ultimos 10 meses, eh sobre ela que eu vou discorrer sobre neste texto-mau humor.

Isso aqui eh do tamanho de Londrina. E tem mais asiaticos que a nossa Pequena Londres, so que uma escoria diferente, a escoria sino-geek com o pior senso fashion do planeta. (postarei fotos futuramente)

Por outro lado, o universo da panelinha jovem universitaria eh o paraiso dos aspirantes a hipster. Na regiao central da cidade, que nao inclui mais do que uns 15,17 quarteroes, existe uma rua chamada Cuba St. E dai voce ja pensa “Vish”. Mas acontece que a Cuba eh foda pra caralho. De dia, cheira a kebab e flat white e, de noite, a promessa de ficar bebado pagando 7 dolores numa gafarra de cerveja. Os lugares decentes pra ouvir uma banda e pra conhecer os hipster que voce nao sabe se eh gay ou nao estao na Cuba. Neko Case, Yo La Tengo, Jarvis Cocker e Bob Dylan tocaram na Cuba.

Ninguem aqui eh neozelandes, essa raca nao existe. Se eh sempre descendente (nissei, sanssei no maximo) de alguma coisa. A pior, eu diria que eh a irlandesa.

O primeiro ministro eh uma versao sem graca de Berlusconi. Eh mais humilde, eh seguido por uma equipe modesta de 3 segurancas de porte medio, atende a palestras maoris no suburbio e recusa com educacao o Sauvignon Blanc de quinta que eu ofereci.

A vida aqui eh facil. Se voce tem um emprego part-time voce paga aluguel e ainda eh feliz no fim de semana. Se voce eh considerado “necessitado” pelo governo, recebe mesada. E eu conheco uns 3 filho da puta que vivem de mesada declarando estarem em estado de depressao. Eles nao fazem ideia do que eh um congestionamento de 2 horas ao lado do Tiete. A pior dor de cabeca que a policia tem eh de bebado na rua fazendo barraco. O pior escandalo de assassinato aconteceu ha dez anos atras e ainda se fala nisso.

E gringo que ja eh topeira sobre assuntos que transpassam seu territorio, aqui, a coisa eh ainda mais feia. Talvez pelo isolamento geografico, talvez por serem descendentes de britanicos. Sim, burros e mimados. Eu fico imaginando largar um indie magrelo com jeito de viado que fala coreano e que gosta de musica japonesa na favela do Rio de Janeiro. Levava uma voadora na cabeca antes de terminar a frase: “I don’t know what I want”.

E eu encerro por aqui.

E ao anonimo que posta comentarios com virus nos posts deste blog lindo, um recado: vai tomar no seu cu largo.

Beirut, Marseille, Venice

julho 4, 2008

Natalie Portman selected 16 tunes (the charity album: For Big Change: Songs for FINCA) from artists like Norah Jones and Antony & the Johnsons, the Shins…and indie-pop outfit Beirut, the first band Portman approached to appear on the mix. Was her ”new favorite band” – (foda-se)

[MP3] Beirut – My Night With the Prostitute From Marseille

“Venice” sounds like a direct relative of many of the songs released by Condon in 2001 . The downtempo electronica is just about subtle enough to put me to sleep, but the horns that come in do well to give the song some flare. Condon’s typically hard-to-decipher vocals are here in full form demonstrating the eccentric romanticism we’ve come to love.

[MP3] Zach Condon – Venice

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