Kansai Yamamoto e David Bowie. O primeiro é estilista e ícone da moda no Japão. O outro, você conhece. O que acontece – ou aconteceu – é que foi Yamamoto quem criou as roupas de Bowie na década de 70. Criaram roupas, um comportamento, uma moda aliada à música.
Então, o que Bowie fez: conheceu Yamamoto, em Nova Iorque e, em parceria, popularizou o look andrógino, que era ele próprio afinal. A carreira de Yamamoto deslanchou após as aparições de Bowie travestido, durante as turnês de “Ziggy Stardust” e “Aladdin Sane”. Desde esta colisão, são amigos íntimos.
Na época, Kansai deu a seguinte declaração: “Ele tem um rosto incomum, não acha? Ela não é homem nem mulher, se é que você me entende. Isso combinou comigo como designer porque a maioria das minhas roupas são para ambos os sexos. Eu amo a música dele e, obviamente, ela influenciou minhas criações. E ainda há essa aura de fantasia que o rodeia. Ele tem talento”. Anos mais tarde, Bowie conta sobre quando soube do estilista: “As roupas dele [Yamamoto] são fora do normal. Hoje, ele é um artista internacionalmente reconhecido, mas ele era extremamente experimental para a época. E eu precisava conhecê-lo”. E Kansai dizia: “essa banda é esquisita, eles usam minhas roupas”.
E então… legal não é o Bowie já ter pegado Mick Jagger, Kate Moss ou seu pai. Legal é um japonês esquisito fazer roupas sem cabimento, que acabam por fazer sentido no corpinho de Ziggy, que deram muita purpurina pras bichinhas da época. Mas dos japas esquisitos, sou só a favor deste em questão.